sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Cada dia, uma de mim.

Eu nunca fiz amor do mesmo jeito. Nunca amei do mesmo jeito também.

Em cada ato de um novo dia era uma eu, uma de mim que amava.

Eu nunca fui a mesma todos os dias; cada dia comigo um comigo de mim.

A prece de ontem não será a prece de hoje. Pois ontem antes da prece era um eu e 

depois... Um outro comigo melhor, um pouco comigo tão lindo de mim.

Ontem eu cantei Caetano: Sozinho. Foi bom.

Hoje acordei me perguntando: Quem de nós dois? É Ana!

Ontem eu li um verso pequeno que fiz; hoje acordei Pessoa, Caio F Abreu, Leminski... 

Comigo e os comigos de mim.

Minhas preces parecem descrever meus momentos.

Sou energia... E em movimento!

Por isso me permito ser esse pouco diferente à cada dia. Sinto assim na vida uma 

magia, de me redescobrir dia após dia. Do instante em que acordo até o anoitecer.

Já tentei ser uma mesma num conjunto de regras. 

Mas acredite, vi pouco a pouco o meu coração entristecer.

Sempre foi assim... Não consigo fazer diferente.

Ser igual pode até ser bacana para algumas pessoas, mas não para toda gente.

Não falo de bipolaridade. Isso é transtorno e é preciso tratar.

Estou falando de energia em movimento. Se te soltares feito pássaro ao vento, ela irá 

te transformar.

Eu sou assim. E precisei de muito para entender. 

Até mesmo a brisa que o entorpe causava, se apresentava diferente em cada 

anoitecer.

Tem dias que eu quero ver o sol se pôr. É lindo!

Noutros... Quero ver ele nascer.

Nunca fiz amor da mesma maneira. Acho isso pura preguiça de o outro corpo 

conhecer.

E como um prêmio pelo bom desempenho, descobri mais de mil formas em que se 

apresenta o prazer.

Ontem fiz preces com meu violão. Em cada acorde que vibrava, um carinho em mim, 

no outro, no todo.

Hoje acordei mais quietinha, precisando compreender alguns sentimentos. Minha 

prece? Meditação!

E para cada dia uma energia diferente, somos força em movimento. Por favor... Não 

estagna não!






Por: Aline Patricia

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