quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Borboleta eu quis ser

Andava distraída pelas ruas da cidade.

Curiosa, observava os hábitos daquele bairro que pouco conheço,

Novidades!

O vento tocava forte meu rosto.

Em minha motocicleta eu quase flutuava.

Hora alongando os braços, hora o pescoço.

O ar ali me pareceu diferente.

O bairro é dos mais antigos,

Muitas árvores nas calçadas e também, muita gente.

O semáforo fechou, tive mais tempo para observar,

E olha que surpresa:

Do meu lado direito uma borboleta amarela a dançar!

E dançando atravessou a rua,

Foi à praça passear.

Encontrou outra borboleta, e juntas se puseram a brincar.

O sinal abriu, fechou... E eu parada no mesmo lugar.

Na alegria daquela dança, esqueci o meu caminho.

Desejei ser um pouco borboleta,

Que dança alegre quando em grupo, tal qual dança sozinho.

O semáforo abriu novamente,

O tempo passou sem que eu pudesse perceber.

Fui embora sorrindo, toda contente,

Borboletas mexem com as emoções da gente,


Borboleta eu quis ser!


















Por: Aline Patricia

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