quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Tempo.


Todo papel é a arte que nele se insere.
Toda caneta tem a inspiração que traz o pulso.
Todo pulso tem o peso da história que carrega.
Toda história carrega um pouco de agonia.
Toda agonia tem o peso que lhe cabe.
Todo peso que lhe cabe, tem o poder de condicionar.
Todo condicionamento depende da dedicação que se aplica.
Toda aplicação terá seu reconhecimento.
Todo reconhecimento chegará no tempo derradeiro.
Tempo derradeiro é questão de entendimento.
Entendimento amadurece com o tempo.
O tempo tem suas promessas.
O vento se encarrega de transportá-las.
Em formato de sementes, buscam solo fértil,
E chuva para irrigá-las.



















Por: Aline Patricia

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Por alguns instantes...


E por alguns instantes, eu quase acreditei!
Divagando entre sonhos, fui ao topo da alma.
Observei generosamente cada detalhe,
Detalhei minuciosamente cada possibilidade em meus pensamentos.
Olhava de perto o longe, e de longe, o perto.
Tudo parecia tão exato e ao mesmo tempo, tão incerto.
Tão provável quanto improvável...
Talvez!
Tal veja...
Tal sinta...
Uma lágrima rolou ao rosto da lua.
Molhando meu cabelo, dei o nome de: Orvalho!
Ao som dos insetos campestres, dei o nome de orquestra.
Meus cúmplices, testemunhas; reflexos.
E por alguns instantes eu cheguei acreditar...
Em minhas mãos, um brinquedo da velha infância.
Eu usava para aproximar as coisas que a mim pareciam belas,
Às que mereciam ser observada mais de perto.
Inclusive a lua!
Eu usei para observar aquele instante.
Eu sorri...
Sonhei...
Cantei...
Dancei ao som da minha orquestra!
Eu fechei os olhos na intensidade do que sentia e por alguns segundos...
Eu quase acreditei!
Perdi o chão.
Lá no topo da alma, desequilibrei.
Fui deslizando entre os fatos, lembranças, retratos...
Relatos!
Outra lágrima rolou.
Dessa vez sob meu rosto.
Deslizou até sumir em meu peito, enquanto eu deslizava do topo.
A orquestra ainda tocava.
E a lua, pouco a pouco me abandonava.
Lembrei-me das vezes em que invertia meu brinquedo de posição.
O mesmo brinquedo que me aproximava do que era belo,
Afastava-me daquilo que me machucava.
E naquele instante... Eu desacreditei!
Outra lágrima rolou.
E essa eu não sei de onde veio.
Só sei que fortemente me tocou,
E por alguns instantes, eu voltei a acreditar!


                                                              Por: Aline Patricia