sábado, 8 de dezembro de 2012

Devoção


Eu olhei aquela imagem com profunda devoção.
Eu desejei o sono pra sonhar.
Eu desejei um sonho pra viver...
E desejei viver aquele sonho!
Sonho aquele, minuciosamente fiel aos meus desejos.
Eu desejei um pouco mais de vida,
Para que havendo mais vida, houvesse mais tempo pra sonhar.
Eu desejei um pouco mais de sonho, para em outro sonho te abraçar.

Devotamente eu olhava tua imagem,
Fielmente encontrávamo-nos todas as noites.
Tínhamos hora marcada. Horas que pertenciam somente a nós.
Talvez, fossem minutos apenas.
Eternos minutos que palavras jamais poderiam descrever!
Na areia fresca da praia...
Na varanda arejada da casa de campo...
No ponto mais alto da cidade, onde se via o céu forrado de estrelas;
E os desenhos em luzes pontilhadas...
Ansiosamente eu esperava anoitecer.
Atentamente eu ouvia o canto do último pássaro,
O mais disposto e vivaz de todos eles.
E quando ele se calava, era o primeiro sinal.
Em seguida, vinha a lua.
Clara, grande, nua...
Linda e imponente,
Era o segundo sinal!
O coração acelerado, no meu peito já cansado,
Anunciava que já era hora de te encontrar.
E novamente, devotamente, eu olhava sua imagem.

Incontáveis foram os sonhos.
Inesquecíveis também!
Eram tão vívidos, que às vezes tinha a sensação de serem reais.
Não há pecados quando se sonha o amor.
Não me culpe por não te procurar.
É que me acostumei mal. Todas as noites você vinha me encontrar!
Estou preparando nosso ninho,
Tem cerveja, caricia, conforto, um bom vinho...
E alguém que espera todos os dias, o momento de você chegar.
Não há pecados quando se vive o amor.
Penso que pecado, é viver toda uma vida, sem experimentar o que é amar!

                                              Por: Aline Patricia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário