sábado, 24 de novembro de 2012

Na contramão


A vida que me leva pra longe,
Longe de tudo o que já se viveu.
A vida que me traz ao presente,
Tudo o que o passado esqueceu.
A vida que passa faceira,
Quando menos se espera, lá vem outra rasteira.
E traz para perto tudo o que de longe se via,
Aquilo que não se acreditava,
Inevitavelmente existia.
Na tortura dos ventos que sopram meu cabelo,
Aumento o som do carro em minha fuga... Desespero!
Vou correndo até sair de mim,
Buscando algo que não seja óbvio,                         
E confortável; enfim.
Corro sem olhar para traz,
Em velocidade de filmes de ação.
Olha o que o medo me faz,
Entrei na contramão!
A vida que me leva pra longe,
Longe de tudo o que já se viveu,
A vida que me coloca de frente,
Frente a tudo àquilo que é meu.
Correr de nada adiantou,
Na contramão ficou difícil evitar.
A colisão de frente que a vida causou,
Ativou novamente a tecla: Amar!

                                                        Por: Aline Patricia

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dois mundos


Havia dois mundos; o meu e o seu.
Um era cheio de sonhos.
O outro, de medos.
Um com muitos mistérios,                                        
O outro, segredos.

Havia dores, espinhos...
Energia, disposição, carinhos.
Dois mundos que a vida permitiu se encontrar.
Estranhas diferenças que passaram a se completar.
Loucas dependências um do outro, passaram a experimentar.
 


Aconteceram coisas que ninguém jamais poderia imaginar.
Aquele que sentia medo começou a sonhar.
Até que os segredos exerceram suas funções.
Dúvidas começaram a fluir,
Verdades infundiam-se às ilusões.

Um meteoro estava por vir.
Colidiu entre os dois elos, que vieram a partir.
Cada qual seguiu o seu caminho.
Às vezes feitos de rosas,
Outras vezes, de espinhos.

Ambos carregaram o peso da história partilhada.
Em um, um pedacinho do outro.
No outro, a metade que lhe faltava.
Mundos diferentes, que acolherão histórias de outra gente,
Mas com o perfume que o outro mundo lhe deixara!

Por: Aline Patricia

Na cabeceira da cama

Ah, hoje eu resolvi experimentar.
Na verdade, é o projeto da minha cabeceira.
_"E eu escolhi dormir e acordar com a poesia!"
Espero que gostem.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mas no céu há uma estrela...


Anoitece em plena luz do dia...
Amanhece em plena madrugada fria...
Os dias não são mais os mesmos!
O copo vazio amanhece ao lado da cama quente em noite de inverno.
Tiraram portas e janelas;
As paredes são de vidro.
Nada mais parece fazer sentido.                                                
A bebida apossou-se do outro lado da cama, virou companhia.
Retarda dia a dia, a dor da ausência.
Tudo parece fora do lugar, fora de ar...
Embora estejam exatamente em seus devidos lugares. 
É noite!
Perambulo pela casa escura.
Às vezes desviando, às vezes tropeçando nas mobílias.
Às vezes procurando, às vezes querendo me perder.
E quase a todo instante, querendo encontrar.
Em meio a tudo que não vejo ouço um grito quase que contido,
Sento, suspiro e choro; pois é o som da sua voz que ainda ecoa em mim.
Ainda em soluços, levanto-me... Olho para o alto e pergunto:
Por que você não esta aqui?
Mas no céu há uma estrela, e a ela dei seu nome.
Toda vez que a saudade aperta, é para lá que se volta meu olhar!

Por: Aline Patricia