sábado, 28 de julho de 2012

Cápsula.


                                                                                         ( Esta linda canção é o complemento perfeito para as linhas escritas. Quando fui chuva-Luis Kiari/Caio Sóh e a voz incomparável de Maria Gadú)

..."Quando já não tinha espaço. pequena fui
Onde a vida me cabia apertada"...

Foi assim que surgiu: Cápsula!


E assim, sinto a alegria presa em mim.
Represada talvez...
Esquecida...
Perdida em um canto qualquer,
Na bagunça escondida, no mais intimo “ser”.
O corpo, meio que anestesiado, fixa os olhos firmemente na razão.
Como quem realmente sabe onde se deve ir.
Mas alguma coisa aqui dentro grita!
Protesta...
Reclama...
Lamenta...
Inflama...
Dever e querer se confrontam.
Enfrentam-se...
Opõem-se...
Tornam-se inimigos quase que mortais!
E a cápsula que abriga tudo isso, se perde...
Anestesiado, o corpo gela, enquanto assiste na platéia, em local privilegiado,
A dissonância que traz dentro de si.
O peito sufocado parece não receber ar suficiente para seu sustento.
Mas por fora parece estar tudo bem.
Tudo normal...
Tudo igual!
É um espetáculo sem texto.                                          
Sem falas...
Sem contexto...
E a música que se toca,
Toca baixo demais para ser ouvida.
Mas sempre tem alguém que ouve...
Sempre terá alguém!
...”E assim, no seu corpo eu sou chuva...”.
No seu corpo, sou dança...
Eu sou música.
Mesmo que inacabada;
Dentro desta cápsula, onde ser e estar é uma questão de proporção;
Sigo...
Buscando um jeito bom pra se viver,
De se deixar viver!


Por: Aline Patricia

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Barco de papel



Uma mistura de dois elementos: Ar e água. Simbolizando a liberdade das escolhas e a importância de cada ser que se apresenta como parte integrante da nossa história. E assim apresento essa mistura de música e poesia. 
Inspirada em fatos decorrentes na vida " do um amigo de um amigo mEU".

...

Vejo que a vida nos desencontrou,
Arranjos, rimas e acordes...
"Não se encaixou!"  (*)
Prezo a uma bacia,
Barco de papel,
Restrito, sem horizonte,
Distante do céu!

Às vezes um ensina ao outro
Que existem asas pra voar.
Vento forte ou tempestade,
Você decide onde quer chegar!

Vejo que sua asa longe te levou,
Alçando novos vôos,
Nunca mais voltou!                                     
Solto mar à dentro,
Barco de papel,
Seguindo o horizonte,
Vai de encontro ao céu!

Às vezes um ensina ao outro
Que existem asas pra voar.
Vento forte ou tempestade,
Você decide onde quer chegar!

Onde vai chegar?


Por: Aline Patricia 

Ps: (*) Um pequeno abuso da licença poética. Uma ferramenta que possibilita ao escritor a arte de brincar com as palavras. Transcendendo os limites das regras ortográficas de forma saudável e ao mesmo tempo, ousada!

domingo, 1 de julho de 2012

Quando havia amor...

 
Quando havia amor, era bem melhor!                       
De fato, muito melhor!

Tinha gosto,
Energia...
Música e poesia.
Tudo era melhor!                                                    

Tinha cor,
Coragem...
Cenário e paisagem.
E de fato, era tudo muito melhor!

Tinha luz,
Magia...
Audácia e ousadia.
Indiscutivelmente melhor!

Tinha sonhos,
Realidades...
Mentiras e verdades.
E, contudo, era muito melhor!

Tinha abraços e beijos;
Corpo no corpo;
Desejos...
Carinho e amor.

Tinha cumplicidade e metas;
Duas metades quase que completas;
Na cama...
Prazer e calor.

Agora o corpo parece sem vida;
Parecendo estar enfermo,
E a face entristecida.

Nada parece ter sentido,
As coisas se tornaram automáticas
E a única sensação que se tem, é a: de dever cumprido.

Até quando durará esse naufrágio?
Sem amor o poeta não se anima.
Pouco a pouco perde a graça
Como poesia sem rima.

É frio aqui, sem amor e sem paixão.
O peito fica vazio,
E a vida perde a emoção.

Das coisas que provei,
As lições trago de cor.
Entre tantas, digo com certeza:
_Quando havia amor, era bem melhor!


Por: Aline Patricia