terça-feira, 20 de setembro de 2011

EU ESTAVA EM PAZ QUANDO VOCÊ CHEGOU!

E agora um conto!
Inspirado na música: Relicário - Nando Reis,uma das minha preferidas, em coisas da vida ( histórias que se partilham nas mesas dos bares ), na existência e na esféra poética.


Eu a vi. Ela estava linda.
Simplesmente linda!
Sorria como há muito não conseguia notar.
Falava... Falava... Falava...
E eu mal podia escutar.
Olhava para ela como quem bebia de suas palavras, mas o único som que eu ouvia,
Eram as pulsadas violentas do meu miocárdio.
Bobo, olhando fiquei... Evitando até mesmo piscar para não perder nenhum instante sequer daquela imagem.
Cada movimento, cada detalhe, cada bater de cílios, eram minuciosamente observados.
E eu queria mais...
E mais...
E mais...
Queria tudo muito mais!
Queria não precisar falar, só para não perder nenhum detalhe.
Minhas mãos formigavam desejando tocá-la;
Meus braços pulsavam na ânsia de abraçá-la.
Mas precisava conter-me e esperar...
Esperar... Até que surgisse algum sinal; que por sinal, parecia tardar a vir.
Poderia descrever cada detalhe daquela noite.
Porém...  Cada detalhe que estivesse no máximo 05 cm daquela que meus olhos não paravam de observar.
Mil pensamentos rodeavam minha mente naqueles instantes.
E ela?
Ela continuava a falar... Mexer... Remexer!
Misturando ainda mais tudo o que se passava dentro de mim.
Horas e horas se passaram sem que eu pudesse perceber.
Inevitavelmente teríamos que nos despedir. E assim se fez.
Fiquei ali olhando.  Vendo sua imagem se afastar pouco a pouco, até se tornar pequena demais para ser vista.
Ali, onde segundos se tornavam eternos, eu não sei bem ao certo o que aconteceu.
O que antes era placidez, observação e no máximo ansiedade, embaraça-se em um misto de sonho e realidade.
Entre contos e encontros, na ilusão que me tomou;
Só posso dizer uma coisa:
_EU ESTAVA EM PAZ QUANDO VOCÊ CHEGOU!

por: Aline Patricia. 

paticipação especial: Liana Capucho. Salve, salve!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Eu ainda não me acostumei a ter você. Por: Daisy Gomes

   Eu ainda não me acostumei a ter  você.
   Poderia dizer que fui acometida por sensações  e medos que me levam à abstinência  de tudo o que meu ser sempre desejou  sentir e expressar.
   Ocupei um espaço  na  tua vida  que  tirou o teu espaço de vida, onde  o meu conforto desaloja a tua  tranquilidade. Não porque não me queira, mas porque embora eu te querendo muito  não rompesse ainda os grilhões das  enormes  barras de ferro que foram chumbadas às paredes da minha  alma  onde me cobrem o corpo feridas em diferentes  fases de cicatrização .
   Sofro com teu sofrimento e então penso em despejar-me da tua existência dando espaço para  reaveres a tua vivaz tranquilidade, retomando tuas ações   indo ao encontro dos teus planos reprimidos de não mais  me deixares entrar...
                              Mas, eu não me acostumo a viver sem você.
    Por isso sempre volto, desobedecendo a teus inúmeros pedidos. 
    Quando no teu  ímpeto tens o tempo que denominei pensante, sei que sabes que eu presumo o que querias dizer. 
E quando me perguntas, me calo, porque sinto medo de que confirmes  a minha hipótese.
     Entristece-me duplamente a sua tristeza.
     Dói em mim a tua dor, angustia-me saber-te sozinha, me deprime a distância.
     Quisera  me permitir ... 
     Estar pronta.... 
Não temer  em me aplicar doses cavalares de você como poderoso antídoto contra  todos os meus medos e minhas covardias.
    Sei o quanto TE MAGOA  e o quanto perco por não ter me acostumado a ter você!
Por: Daisy Gomes
                      

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Aos poucos - Por: Mariana Bentes




Aos poucos tudo volta ao seu devido lugar.
A mágoa é passada,
O sorriso é retomado,
O ontem é deixando pra lá;
Juntamente com seus acontecimentos.

Aos poucos o efeito da anestesia vai passando;
Já posso sentir meu coração bater,
Meus pensamentos pensar;
Já posso ouvir os gritos silenciosos ecoando na minha alma.

Tão aos poucos tudo volta ao seu devido lugar;
Eu vejo uma lágrima no garoto da esquina,
Um sorriso bobo na garota de 15 anos,
Um desajeitado querer gritando na moça que está lá... Tão distante!

Aos poucos o pouco passa,
E de repente,
Tenho que recomeçar...
Retomando minhas queridas tentativas de TENTAR!

Quando percebo,
Personagens novos aparecem,
Histórias semelhantes acontecem...
A vida se repete em uma vida só!


Por: Mariana Bentes

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

To com saudade

To com saudade da saudade que eu sentia,
Quando eu sabia exatamente o dia que eu iria te ver.
To com saudade da saudade que eu sentia,
E de quando ela doía.
Eu sabia exatamente o que fazer.
To com saudade daquela saudade que eu matava buzinando em sua janela,
De ver você acenando na sacada,                                 
Miragem mais bela... Fazia-me arrepiar!
To com saudade do abraço que acolhia,
De quão forte me sentia,
Ouvindo o seu suspirar.
To com saudade do laço que se criou,
Da amizade que se eternizou,
E das tantas idéias para partilhar.
To com saudade da saudade que eu sentia;
Conto no calendário dia após dia,
Esperando você voltar.
To com saudade!



por: Aline Patricia

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Não caibo mais em mim


O problema é que não caibo mais em mim
Acostumei a me vestir de você...
A sonhar com você...
A viver por você...
E agora já não sei viver em mim.
Tudo o que eu pensava cabia perfeitamente em você.
Tudo o que eu sonhava, era com você.
Redimensionei minha vida para se encaixar na sua.
Mudei medidas...
Compactei o que era grande, ampliei o que era pequeno...
Troquei o perfume das rosas pelo teu cheiro.
E agora me sinto um forasteiro, tendo que voltar a viver em mim.
Desaprendi a te esquecer...
 Graduei-me em te lembrar...
Já não lembro onde foi que me perdi.
 Só sei que esta difícil me encontrar!
No peito vazio: ecoam os batimentos.
Na alma fria e solitária: só se encontra dores e lamentos,
Na ânsia de quem procura a si próprio e não consegue encontrar.
Deveria você ter guardado ao menos um pedacinho de mim. Para que quando o que nunca começou chegasse ao fim;  eu tivesse ao menos um impulso para me redimensionar.
Ouço poesias em verso e canção...
Logo me lembro das batidas do meu violão!
Na tentativa de te impressionar, penso em uma canção para “te tocar”.
Já que não estas aqui comigo...
Não vejo sentido em ver o encordoamento vibrar!
Nem lembro mais das músicas que eu gostava,
pois minhas cordas só vibravam em canções
para te agradar.
Das lembranças que trago hoje enfim...            
Só lamento uma coisa:

 _ Não mais caber em mim!



 por: Aline Patricia