sábado, 6 de novembro de 2010

Medo

O fogo queima,
no gelo que se sente,
da distância que aumenta.
O amor se isola a sete chaves,
o coração se esconde
e comprime os batimentos acelerados.
Medo? Saudade? Dor?
Entrega demasiada?
Não sei!
No delírio que se prende,
da loucura que se entrega.
Todo medo de repente,
do amante compulsivo que não se nega.
Sombras rodeiam transmitindo frio e calor,
a incerteza que se toma...
Prazer ou dor?
Ruínas devastadas,
tomadas por gente tola.
A certeza cega que o guia,
Noite clara/escura,                                                                
quente e fria...amor.
Os passos se perdem
diante da janela desejada.
O vento sopra como de costume.
Já é madrugada!
Os pés se antecipam
no calçamento molhado,
vê-se rostos conhecidos em toda parte,
por todos os lados.
Mas... a que se refere mesmo essa fuga?
Na verdade já não se recorda o verdadeiro motivo.
Tudo bem!
De fato, as palavras se misturam aos sentimentos entrelaçados aos pensamentos.
E olhando para rumo desconhecido, vê-se uma luz.
O saudoso astro que brilha anuncia a chegada de um novo dia.
Acelerar ou parar?
Guarda ou entrega?
Já não se sabe o porque se corre, ou para que se corre.
Deixa entrar, ou fecha a porta?
Não sei!
O medo exala seu aroma como um Malbec bem escolhido.
Mas eu gosto de vinhos!
Então nessa, caro e saudoso medo...
Devo dizer que você... PERDEU!!!


by:  A.P.

2 comentários:

  1. De fato, minha cara, me parece relato de quem se encontra preso no limbo, perdido, ou pensa achar-se encontrado... Conversaremos sobre isso com cer(veja)teza!!
    Beijosss.

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  2. Com cerveja, cereja e certeza, minha cara! Falaremos sim!
    Beijos e beijos, sempre!

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