quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Por: Dani Chies - Porto Alegre-RS

Ah! e que honra poder também partilhar um pouco da intensidade, contida e compactada em doses homeopáticas, desta figurinha genial que o acaso também tratou de colocar em minha vida.
Digo contida e compactada, porque sou testemunha da intensidade das explosões de emoções que a Dani traz consigo. E posso garantir que o que vão ler agora, não é sequer a quinta parte do que ela estava sentindo quando escreveu.
Obrigada tatinha, por partilhar com os amigos suas emoções! Big bjs!
Bora lá!


Eu sou desmedida, ampliada,
compactada a um corpo,
feito planta na garrafa... sou grito na garrafa...
mensagem naufragada... náufrago gritante.
inundada de imensidão, reprimida por dentro,
invasiva  escrotamente  por fora.
Sou água, sou garrafa, sou mar e navegante
Ainda rasa, polida e rasteira quando quero
profunda, apaixonada e alpestre quando não quero                    
Não cabe em mim tudo que se diz sobre mim...
nem o que eu digo,
que já se precisa dizer pra não me enlouquecer
 Meu caminho é torto
meus passos são irregulares
entre largos, curtos, pra frente, pra trás...
Unilaterais?
Me cansei de olhar pro lado assim
Eu me perco entre os rastros que tentamos apagar.
Você me tenta nos erros que cansei de cometer
e esquece que eu sou mais tentada a "desistir e te tentar"
Isso, digo com certeza, é simultâneo...
que eu to contigo e nunca te vejo
finjo ao mesmo tempo que sinto
e declaro de peito aberto as minhas verdades...
Isso, não é desrespeito,
que eu também preciso outorgar,
é apenas algum pouco do amor que o peito suplica
e descansando essa fração que se faz,
por vontade própria, cansativa demais
quero gritar...
não só o amor... mas o ódio...
a tristeza e a explosão...
eu e eu... eu e tudo...
tudo e nada
 to sentindo... e fingindo... mas sentindo muito...
e isso é grande... maior que o dizer
é nosso número... com folga pra vida toda
pra, se precisar crescer... que seja dentro de nós.

by: Dani Chies

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